Carlito Lima - Duque de Jaraguá
Monday, 22th, September, 2003. Home | Contato | Links

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ESPIA! ESPIA! Mais um ANUÁRIO ESPIA!

Se "o artista tem de ir aonde o povo está", aí está Carlito Lima, contando histórias (e/ou estórias) da cidade e dos viventes desta ou de outra cidade, em mais um bem humorado livro. Desta feita, O ANUÁRIO ESPIA 2006. Artista de múltiplas artes quando se trata da arte de escrever e contar histórias. Espectador e protagonista do grande espetáculo da vida, Carlito Lima tem coração e alma de artista; um malabarista em defesa da cultura e dos nossos valores. Sua paixão: Maceió. Sua devoção: o mar azul das Alagoas iluminando de sol a sol, abençoado pela Santa dos Prazeres, Nossa Senhora.

Sua paixão por Maceió e pelas riquezas de Alagfoas é de um ativismo cívico. Através da ESPIA, envia vaias e aplausos (virtuais) com a mesma intensidade, a depender do feito ou ocorrido ou do assunto em questão. Vive uma guerra santa em defesa de Alagoas e do patrimônio alagoano: nossas praias, nossas lagoas, nossa arte, nossos artistas, nossa história, nossas riquezas, nossos valores.

Carlito Lima com seu estilo livre, leve, solto e muito bem-humorado presenteia este livro para Alagoas e o Brasil. Inicia contando suas histórias no tempo em que ele, capitão do Exército, era colega de turma da Faculdade de Engenharia do líder estudantil, de esquerda, Ronaldo Lessa. A partir daí, a narrativa focaliza sua ótica na caminhada política do amigo Ronaldo Lessa. Sempre histórias reais, comovente, exemplares, cheias de humanismo e simplicidade. É o livro para se divertir, para pesquisar, estudar e guardar. Imprescindível para historiadores e estudiosos do regime militar depois de 1964.

Carlito Lima nos brinda com Viventes de Maceió, contanto, com seu fino humor, histórias de pessoas simples de sua cidade, a bonita Maceió. São histórias verdadeiras ou no mínimo baseadas em fatos reais, que podiam ter acontecido com qualquer cidadão em qualquer cidade brasileira. Tolstoi disse que para um artista ser universal ele tem que contar, cantar sua aldeia. Assim fez Carlito Lima nesse livro, contou histórias de sua aldeia como ninguém e está mais universal que nunca. Carlito só descobriu seu talento de escritor depois dos sessenta. É das melhores revelações da literatura brasileira nos últimos tempos. Leiam e se divirtam com suas histórias.

Ivan Barros - jornalista

Comédias mundanas são 52 crônicas da vida, histórias verídicas contadas com o fino e bom humor de Carlito Lima. Esse autor alagoano, só após seus sessenta anos lançou seu primeiro livro, suas memórias históricas, Confissões de Um Capitão. Sucesso absoluto em todas as livrarias do Brasil, e vencedor do Prêmio Barbosa Lima Sobrinho-Literatura/2001. Carlito Lima é a grata revelação da literatura alagoana, um excelente contador de histórias. Em seu novo livro Comédias Mundanas, com um estilo leve, solto e bem humorado, prende o leitor, envolvido com a narrativa cativante e divertida. É um livro para se ler e guardar na mesinha de cabeceira, para caso haja necessidade urgente de entretenimento, reler as histórias do velho Capita.

Confissões de um capitão é, inquestionavelmente, uma abordagem singular de um dos períodos mais lamentáveis da história brasileira. Trata-se de um livro forte, humano, sóbrio e sincero. Resultado de uma memória extraordinária, amparada por um trabalho acurado de pesquisa, o livro traduz a visão dos anos de chumbo a partir de retinas atentas, críticas e, apesar de seu ofício, surpreendentemente ternas.

Renan Calheiros

Carlito Lima, ex-capitão do Exército, engenheiro, ambientalista, ex-prefeito da Barra de São Miguel, boêmio, depois dos 60 anos tornou-se escritor Ótimo escritor. Suas crônicas têm muita verve inteligente e irreverente. Os inúmeros leitores ficam ansiosos esperando a história semanal humorada do Capita, o Duque de Jaraguá. O primeiro livro, Confissões de um Capitão, foi sucesso em todo o Brasil, é considerado um dos melhores sobre o golpe militar de 64. Nos anos seguintes Carlito lançou outros livros com suas crônicas do cotidiano. Recebeu o título de Duque de Jaraguá, bairro boêmio de Maceió e adotou esse título nobiliárquico em seus escritos. No ano da graça de 2005, veio com sua invencionice e deu para a população a revista eletrônica ESPIA. Páginas bem humoradas de opinião, dicas e notícias que envia pela internet para mais de dois mil "assinantes". Esse livro é coletânea dos exemplares da ESPIA editadas no ano de 2005. É livro para se guardar na cabeceira da cama e ler quando puder e quiser. É o melhor, mais barato e mais eficiente remédio antidepressivo.

Este livro consta de textos saborosos sobre diversas situações que mobilizam, estimulam e esquentam o imaginário do leitor. São relatos - reportagens, mostrando "causos" e situações das mais variadas, onde se identificam os tons de historiador do autor que, é um frequentador-observador-ator, que encontrou em suas "convivências", figuras em carne e osso que seriam transformadas em seus personagens. São prostitutas, rufiões, vigaristas, otários, coronéis, tiras, alcaguetes, jogadores, políticos, novos-ricos, desocupados, aristocratas decadentes, enfim, uma vasta fauna envolta em álcool, fumaça e embalos, retratados com realismo, sinceridade e emoção. No todo formam um verdadeiro retrato da vida real, com duas dificuldades, nuanças, dúvidas, erros e acertos. Suscitam verdadeiras experiências com o amor, a angústia, a saudade, a culpa, o medo e a fé. Tem muito humor.

Carlito Lima também é autor do livro Confissões de uma Capitão, que todo mundo procura ansioso para ler. Como fez Antônio Fagundes, numa tarde de folga no Pontal do Peba, e ficou encantado, tanto que pediu autógrafo ao autor, sob testemunho de uma foto que eu mesmo tirei com todo capricho... Carlito sempre soube contar bem histórias, com graça e inteligência que seus amigos tiveram o privilégio de conhecer em privado. Agora o dividimos com seus leitores públicos. A razão principal disso é que ele ama os protagonistas de suas histórias, esses personagens que trata com tanto carinho: os bêbados e os políticos, as casadas sofredoras e as ansiosas solteiras, os artistas populares e o povo das feiras, os pescadores e os poderosos, os santos e as adúlteras, os malandros e as putas. Trata-se de uma galeria de heróis cotidianos vivendo épicos íntimos, entre o lar e o motel, a escola e o botequim, a praça e o quartel, como se a vida não tivesse limites nem merecesse ter um...

Cacá Diegues

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